Você já ouviu falar em Osteoporose e fraturas por fragilidade?

img-autor Por: Clínica São Francisco | 06 de Novembro de 2018
  O Dr. Rafael Alves Cordeiro, especialista em Reumatologia pela USP e médico da Clínica São Francisco, preparou este artigo com alguns esclarecimentos sobre Osteoporose e fraturas por fragilidade. A osteoporose é uma doença esquelética que causa fragilidade dos ossos, predispondo a um maior risco de fraturas. A doença é mais frequente em mulheres idosas, brancas e asiáticas. Contudo, mulheres de todas as etnias e até mesmo homens podem ser acometidos pela osteoporose. Além do sexo e da etnia, outros fatores de risco para a Osteoporose são: idade avançada, antecedente familiar de osteoporose, baixo peso, tabagismo, etilismo, medicações (como corticoides e anticonvulsivantes), menopausa precoce, dieta pobre em cálcio, deficiência de vitamina D, má absorção intestinal, algumas doenças endócrinas e doenças inflamatórias (como a artrite reumatoide e o lúpus eritematoso sistêmico). Por ser uma condição silenciosa, a osteoporose não costuma provocar sintomas até que alguma fratura ocorra. Quando não diagnosticada e adequadamente tratada, a osteoporose pode resultar em fraturas por fragilidade, que acontecem por um trauma mínimo ou até mesmo espontaneamente.   As fraturas osteoporóticas (fraturas por fragilidade) acometem principalmente: - Coluna (vértebras) - Quadril (fêmur) - Punhos.   Essas fraturas podem resultar em dores, deformidades, perda de altura, perda da independência e até mesmo aumento da mortalidade. Infelizmente, não é raro vermos pacientes que sofreram alguma fratura por fragilidade, tiveram a fratura tratada, mas não receberam tratamento para a osteoporose (doença que é responsável pela fragilidade do osso). O resultado é a manutenção de um alto risco para novas fraturas. O diagnóstico de Osteoporose pode ser feito através do exame de Densitometria Óssea ou pela presença de alguma fratura por fragilidade. O Ministério da Saúde recomenda a realização do exame de Densitometria Óssea para rastreamento de osteoporose em todas as mulheres com 65 anos ou mais e em todos os homens com 70 anos ou mais. Se o paciente apresenta um ou mais fatores de risco para desenvolver a doença, a solicitação do exame de Densitometria Óssea pode ser antecipada.   Atualmente, dispomos de diversas estratégias e medicamentos para tratar os pacientes que sofrem com a osteoporose. Para o sucesso na redução do risco de fraturas, é essencial a boa aderência ao tratamento e o acompanhamento com um médico experiente no assunto. Dr. Rafael Alves Cordeiro Médico especialista em Reumatologia pela USP e pela Sociedade Brasileira de Reumatologia. Certificado em Densitometria Óssea pelo Colégio Brasileiro de Radiologia e Diagnóstico por Imagem.

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